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Estabilidade de um quebra-mar

  • 5 days ago
  • 11 min read

Avaliação da estabilidade de um quebra-mar de enrocamento sob a ação das ondas, do espraiamento e de ações sísmicas.


1. Introdução


Os quebra-mares estão sujeitos a ações que podem variar consideravelmente ao longo da sua vida útil. Para além do peso permanente da estrutura, a análise pode ter de considerar pressões diretas das ondas, espraiamento, alterações das condições hidráulicas e ações sísmicas. Cada uma destas situações pode condicionar um aspeto diferente do dimensionamento.


Neste exemplo, apresenta-se a análise, no DeepEX, de um quebra-mar de enrocamento com um muro de coroamento em betão armado. São consideradas três etapas de carregamento :


  • Ação direta das ondas na face do muro de coroamento voltada para o mar;

  • Espraiamento da onda ao longo do talude marítimo;

  • Ação sísmica.


A avaliação abrange a estabilidade global do quebra-mar e da fundação, bem como a estabilidade local e a resposta estrutural do muro de coroamento. Os resultados mostram que a etapa condicionante da estabilidade global não é necessariamente a que condiciona as verificações locais do muro de coroamento.


A. Descrição da análise


O modelo representa um quebra-mar de enrocamento construído sobre uma camada de fundação com comportamento friccional. A estrutura inclui um núcleo de enrocamento de pedreira, camadas de filtro e de transição e mantos resistentes exteriores. Junto ao lado marítimo da plataforma de coroamento encontra-se um muro de coroamento em betão armado.


A geometria do quebra-mar é criada com o assistente de quebra-mares do DeepEX.


Geometria do quebra-mar, zonas de materiais, mantos resistentes, banqueta de pé e dimensões do muro de coroamento definidas através do assistente de quebra-mares.
Figura 1. Geometria do quebra-mar, zonas de materiais, mantos resistentes, banqueta de pé e dimensões do muro de coroamento definidas através do assistente de quebra-mares.

Geometria do quebra-mar


A plataforma principal de coroamento situa-se à cota +8,0 m e tem 17,5 m de largura total. O talude principal do lado marítimo tem uma inclinação de 2H:1V, enquanto o talude do lado abrigado tem uma inclinação de 1H:1V.


Na base do talude marítimo é adotada uma banqueta de pé com 2,0 m de altura e 4,0 m de largura, cujo talude exterior apresenta uma inclinação de 1,5H:1V. O núcleo de enrocamento de pedreira prolonga-se 2,0 m na zona do pé.


A cota do fundo marinho é −10,0 m, enquanto o nível de repouso da água se encontra à cota 0,0 m em ambos os lados do quebra-mar.


Tabela 1. Principais dimensões adotadas no modelo do quebra-mar.


Parâmetro

Valor adotado

Cota da plataforma principal de coroamento

+8,0 m

Largura total da plataforma de coroamento

17,5 m

Talude marítimo principal

2H:1V

Talude frontal marítimo

1,5H:1V

Talude do lado abrigado

1H:1V

Altura da banqueta de pé

2,0 m

Largura da banqueta de pé

4,0 m

Inclinação da banqueta de pé

1,5H:1V

Altura do prolongamento do núcleo no pé

2,0 m

Comprimento do prolongamento do núcleo no pé

2,0 m

Cota do fundo marinho

−10,0 m

Cota do nível de repouso da água

0,0 m

 

Materiais do quebra-mar e mantos resistentes


O corpo principal do quebra-mar é constituído por enrocamento de pedreira. Uma camada de filtro em enrocamento, com 1,0 m de espessura, separa o núcleo do manto resistente exterior.


São considerados dois mantos resistentes :


  • Uma camada de blocos de betão, com 2,0 m de espessura, no lado marítimo;

  • Uma camada de enrocamento de proteção, com 1,5 m de espessura, ao longo dos taludes marítimo e abrigado.


Tabela 2. Materiais e mantos resistentes adotados no modelo do quebra-mar.


Elemento do quebra-mar

Material

Espessura

Núcleo

Enrocamento de pedreira

Definida pela geometria do quebra-mar

Camada de filtro

Enrocamento

1,0 m

Manto resistente primário no lado marítimo

Blocos de betão

2,0 m

Manto resistente secundário

Enrocamento de proteção

1,5 m

 

A fundação e os vários elementos do quebra-mar são representados por materiais friccionais. Os pesos volúmicos e os parâmetros de resistência ao corte adotados são apresentados na Tabela 3. A coesão é desprezada em todos os materiais, sendo a resistência ao corte representada pelos respetivos ângulos de atrito.


Tabela 3. Parâmetros de resistência dos solos e materiais adotados na análise.


Material

γₜ (kN/m³)

c′ (kPa)

sᵤ (kPa)

φ′ (°)

F

19,62

0

32°

TBR

11

0

60°

CBL

23

0

50°

RRP

18

0

45°

TROCKS

18

0

60°

QRK

18

0

42°

 

Geometria do muro de coroamento


O muro de coroamento estende-se entre as cotas +7,0 m e +12,0 m, perfazendo uma altura total de 5,0 m. O fuste tem 1,5 m de espessura, a base tem 5,0 m de largura e a laje de base apresenta 1,0 m de espessura.


Tabela 4. Principais dimensões do muro de coroamento.


Parâmetro

Valor adotado

Cota superior do muro de coroamento

+12,0 m

Altura do muro de coroamento

5,0 m

Espessura do fuste

1,5 m

Largura da base

5,0 m

Espessura da laje de base

1,0 m

Resistência à flexão apresentada

1 061,6 kN·m/m

 

O muro de coroamento é verificado separadamente quanto à capacidade de carga, resistência passiva, rotação, estabilidade do pé, estabilidade basal e flexão estrutural. Estas verificações locais são consideradas em conjunto com a análise da estabilidade global de todo o quebra-mar.

 

B. Metodologia


Etapas de carregamento


O quebra-mar é avaliado para três condições de carregamento distintas.


Etapa 1 – Ação direta das ondas


Na primeira etapa, são aplicadas pressões de onda à face marítima do muro de coroamento. A distribuição de pressões inclui a ação horizontal das ondas e a subpressão sob a zona da base do muro voltada para o mar.


Esta etapa permite avaliar :


  • As pressões induzidas pelas ondas no muro de coroamento;

  • A subpressão sob a base do muro;

  • A flexão do muro de coroamento;

  • A estabilidade local do pé, a resistência passiva, a capacidade de carga e a estabilidade à rotação;

  • A estabilidade global do quebra-mar e da fundação;

  • O galgamento por ondas.


Etapa 2 – Espraiamento da onda


A segunda etapa representa o espraiamento da onda ao longo do talude marítimo do quebra-mar. À medida que a onda sobe o talude, a água atinge uma cota superior ao nível de repouso e altera as ações hidráulicas sobre a estrutura.


Esta condição é analisada separadamente para avaliar a estabilidade global do quebra-mar e a resposta local do muro de coroamento para o espraiamento adotado.


Etapa 3 – Ação sísmica


A terceira etapa inclui a ação sísmica. São aplicadas acelerações horizontais e verticais de cálculo, e as pressões sísmicas de terras resultantes são determinadas pelo método de Mononobe–Okabe.

Esta etapa permite avaliar a resposta do quebra-mar e do muro de coroamento durante um sismo, sem combinar a ação sísmica com a condição de pressão direta das ondas.


Parâmetros da análise de ondas


O espraiamento da onda é calculado pelo método TAW 2002a, enquanto o impacto das ondas é avaliado pela abordagem de Pedersen (1986). A distribuição de pressões no lado marítimo é calculada pelo método de Sainflou, modificado por McConnell.


Adota-se uma altura significativa de onda de 3,0 m e um período de pico de 9,0 segundos. Considera-se que a onda incidente atua perpendicularmente ao quebra-mar.


Tabela 5. Principais parâmetros das ondas e métodos de cálculo.


Parâmetro ou opção de onda

Valor ou método adotado

Método de dimensionamento

Cálculo do espraiamento da onda

Método de cálculo do espraiamento

TAW 2002a

Probabilidade de excedência do espraiamento

0,1%

Método de cálculo do impacto das ondas

Pedersen 1986

Método de pressão no lado marítimo

Sainflou, modificado por McConnell

Tipo de superfície

Betão

Tipo de manto resistente

Cubos/blocos

Dano admissível no manto resistente

5%

Método de cálculo do refluxo da onda

Thomson e Shuttler 1975

Altura significativa de onda, Hₛ

3,0 m

Altura da onda incidente no pé

3,0 m

Altura local da onda

3,0 m

Inclinação da onda relativamente à normal ao muro

Período de pico, Tₚ

9,0 s

Período associado a H₁⁄₃

8,0 s

Período médio da onda

7,0 s

Período local da onda

6,0 s

Duração da tempestade

6 h

Coeficiente de correção da permeabilidade

0,7

Método de reflexão das ondas

Postma 1989

Método de galgamento

Seleção automática com base no EurOtop

Subpressão sob a base marítima do muro

Incluída

Coeficiente de pressão na base para ondas de pequena altura

0,5


Métodos de análise das ondas, características da agitação, opções de pressão, definição da subpressão e parâmetros de galgamento adotados no modelo.
Figura 2. Métodos de análise das ondas, características da agitação, opções de pressão, definição da subpressão e parâmetros de galgamento adotados no modelo.

 

Parâmetros sísmicos


Adotam-se acelerações horizontais e verticais de cálculo de 0,14g e 0,02g, respetivamente. O muro de coroamento é considerado flexível, com um coeficiente de comportamento estrutural definido pelo utilizador de R = 1,0.


As pressões sísmicas de terras são calculadas pelo método de Mononobe–Okabe e aplicadas como pressões exteriores. É selecionada a distribuição de pressões de Mononobe–Okabe prevista no Eurocódigo 8, sendo o impulso sísmico calculado até à base do muro.


Tabela 6. Principais parâmetros da análise sísmica.


Parâmetro ou opção sísmica

Valor adotado

Aceleração horizontal de cálculo

0,14g

Aceleração vertical de cálculo

0,02g

Comportamento do muro

Flexível

Coeficiente de comportamento estrutural, R

1,0

Método de cálculo da pressão sísmica

Mononobe–Okabe

Opção de distribuição de pressões

Equação MO do Eurocódigo 8

Comportamento hidráulico

Impermeável

Altura do impulso sísmico

Calculada até à base do muro

Inércia do muro

Não incluída


Acelerações sísmicas, hipóteses de resposta do muro, opções de pressão de Mononobe–Okabe e condições hidráulicas adotadas na etapa sísmica.
Figura 3. Acelerações sísmicas, hipóteses de resposta do muro, opções de pressão de Mononobe–Okabe e condições hidráulicas adotadas na etapa sísmica.

Análise da estabilidade global


A estabilidade global é avaliada pelo método de Morgenstern–Price, considerando superfícies de deslizamento circulares. A pesquisa abrange potenciais mecanismos de rotura que atravessam o corpo do quebra-mar e a fundação subjacente.


O fator de segurança global é calculado separadamente para cada etapa de carregamento. Esta verificação é distinta das verificações locais do muro de coroamento e não deve substituí-las.


Verificações do muro de coroamento


O muro de coroamento é avaliado quanto a :


  • Capacidade de carga sob a base;

  • Resistência passiva junto ao pé do muro;

  • Estabilidade à rotação;

  • Profundidade de encastramento necessária no pé;

  • Estabilidade basal;

  • Resistência estrutural à flexão.


A etapa de pressão direta das ondas inclui ainda a distribuição aplicada das pressões de onda e a subpressão sob a base do muro.


2. Resultados e discussão


As três etapas de carregamento produzem respostas globais e locais distintas. A etapa sísmica condiciona a estabilidade global do quebra-mar, enquanto a etapa de pressão direta das ondas condiciona a verificação local do pé do muro de coroamento.


Principais resultados


Tabela 7. Comparação dos principais resultados de estabilidade nas três etapas de carregamento.


Resultado

Pressão direta das ondas

Espraiamento da onda

Ação sísmica

Fator de segurança global

2,134

2,148

1,268

Fator de segurança à rotação

2,237

9,114

92,297

Fator de estabilidade basal

3,249

3,249

3,249

Caudal de galgamento apresentado

0


¹ Para a condição de pressão direta das ondas, o programa apresenta um valor negativo de segurança passiva/no pé de −9,906 e indica que a verificação do pé não é satisfeita. Este resultado deve ser entendido como uma verificação local não satisfeita, e não como um fator de segurança negativo com significado físico.

 

Etapa de pressão direta das ondas


Na etapa de pressão direta das ondas obtém-se um fator de segurança global de 2,134. A superfície de deslizamento circular crítica atravessa o quebra-mar e prolonga-se pela fundação, o que indica uma margem de estabilidade global relativamente elevada para a condição de onda analisada, sem prejuízo dos critérios de aceitação específicos do projeto.


Os resultados locais do muro de coroamento são menos favoráveis. Embora o fator de segurança à rotação seja 2,237 e o fator de estabilidade basal seja 3,249, as verificações da resistência passiva e do pé não são satisfeitas. O DeepEX apresenta um valor mínimo de segurança no pé de −9,906, não sendo possível calcular a profundidade necessária no pé correspondente a FS = 1,0.


Isto significa que um fator de segurança global satisfatório não comprova, por si só, a adequação do muro de coroamento. A não verificação local deve ser analisada revendo :


  • A magnitude e a distribuição das pressões de onda;

  • A subpressão sob a base do muro;

  • A direção e o lado de aplicação das ondas;

  • A resistência passiva disponível à frente do muro;

  • As dimensões da base e a geometria do pé do muro de coroamento;

  • As propriedades da interface entre a base de betão e o material subjacente.


O momento fletor apresentado permanece bastante abaixo da resistência à flexão indicada, de 1 061,6 kN·m/m. Por conseguinte, o resultado crítico está associado ao equilíbrio local entre o muro e a fundação, e não à resistência estrutural à flexão da secção de betão.


Superfície global de deslizamento, distribuição das pressões de onda, resposta do muro de coroamento à flexão e verificações da estabilidade local na etapa de pressão direta das ondas.
Figura 4. Superfície global de deslizamento, distribuição das pressões de onda, resposta do muro de coroamento à flexão e verificações da estabilidade local na etapa de pressão direta das ondas.

Etapa de espraiamento da onda


A etapa de espraiamento da onda conduz ao fator de segurança global mais elevado :


FSglobal = 2,148


Este resultado é cerca de 0,7% superior ao valor de 2,134 obtido para a pressão direta das ondas e aproximadamente 69% superior ao resultado sísmico de 1,268. Assim, o espraiamento da onda não condiciona a estabilidade global do quebra-mar analisado.


As verificações locais do muro de coroamento também são satisfeitas nesta etapa. O fator de segurança mínimo no pé é 1,621, o fator de segurança à rotação é 9,114 e o fator de estabilidade basal é 3,249. A profundidade necessária no pé para FS = 1,0 é de 0,8 m.


Embora esta etapa não seja condicionante no modelo atual, o espraiamento continua a ser uma condição de projeto importante, pois influencia as ações hidráulicas, a cota máxima atingida pela água no talude marítimo e o potencial de galgamento.


Superfície global de deslizamento crítica, resposta do muro de coroamento e resultados de estabilidade na etapa de espraiamento da onda.
Figura 5. Superfície global de deslizamento crítica, resposta do muro de coroamento e resultados de estabilidade na etapa de espraiamento da onda.

Etapa sísmica


A etapa sísmica conduz ao fator de segurança global mais baixo :


FSglobal = 1,268


Este valor é cerca de 41% inferior ao resultado da pressão direta das ondas e aproximadamente 41% inferior ao resultado do espraiamento. Assim, a etapa sísmica condiciona a estabilidade global do quebra-mar analisado.


A redução da estabilidade global resulta dos efeitos destabilizadores adicionais introduzidos pelas acelerações horizontal e vertical adotadas, em conjunto com as pressões sísmicas de terras calculadas pelo método de Mononobe–Okabe.


Apesar de condicionar a estabilidade global, a etapa sísmica não condiciona as verificações locais do muro de coroamento. O fator de segurança mínimo no pé é 13,201, enquanto o fator de segurança à rotação é 92,297. A profundidade necessária no pé para FS = 1,0 é de 0,5 m e o fator de estabilidade basal mantém-se em 3,249.


O fator de segurança global de 1,268 deve ser comparado com o critério de aceitação adotado para a situação sísmica de projeto aplicável. Caso seja exigido um valor mínimo superior, poderá ser necessário rever a geometria do quebra-mar, a configuração dos taludes, a resistência dos materiais e da fundação ou os parâmetros sísmicos adotados.


Superfície global de deslizamento crítica, resposta do muro de coroamento e resultados de estabilidade para a ação sísmica adotada.
Figura 6. Superfície global de deslizamento crítica, resposta do muro de coroamento e resultados de estabilidade para a ação sísmica adotada.

Comparação das condições de carregamento


Os resultados mostram que diferentes etapas de carregamento podem condicionar diferentes estados-limite.


A etapa sísmica condiciona a avaliação da estabilidade global, apresentando o menor fator de segurança global, igual a 1,268. As etapas de pressão direta das ondas e de espraiamento conduzem a fatores de segurança globais semelhantes, de 2,134 e 2,148, respetivamente.


Em contrapartida, a etapa de pressão direta das ondas condiciona a verificação local do muro de coroamento, uma vez que as verificações da resistência passiva e do pé não são satisfeitas sob as pressões de onda e as subpressões aplicadas. Nas etapas de espraiamento e de ação sísmica, as verificações locais do muro de coroamento são satisfeitas para as condições analisadas.


Esta distinção mostra por que razão as verificações da estabilidade global e local devem ser consideradas separadamente. Um resultado satisfatório para a superfície global de deslizamento não garante resistência suficiente ao deslizamento, à rotação, à rotura por capacidade de carga ou à perda de resistência no pé do muro de coroamento. Do mesmo modo, verificações locais satisfatórias do muro não confirmam a estabilidade global do conjunto quebra-mar–fundação.


3. Conclusões


Neste exemplo, avalia-se um quebra-mar de enrocamento com um muro de coroamento em betão armado sob a ação direta das ondas, o espraiamento e a ação sísmica.


Na etapa de pressão direta das ondas obtém-se um fator de segurança global de 2,134. No entanto, as verificações da resistência passiva e do pé do muro de coroamento não são satisfeitas sob as pressões de onda e as subpressões aplicadas. Esta insuficiência local tem de ser resolvida, apesar de o resultado de estabilidade global ser relativamente elevado.


A etapa de espraiamento da onda produz o fator de segurança global mais elevado, com FS = 2,148. As verificações locais do muro de coroamento também são satisfeitas, com um fator de segurança mínimo no pé de 1,621.


A etapa sísmica condiciona a estabilidade global, com um fator de segurança de 1,268 para as acelerações horizontais e verticais de cálculo adotadas, respetivamente 0,14g e 0,02g. Embora as verificações locais do muro de coroamento revelem margens de estabilidade consideráveis, o resultado sísmico global deve ser avaliado à luz do critério de aceitação definido para a situação sísmica de projeto aplicável.


O exemplo evidencia a importância de analisar várias etapas de carregamento representativas. A pressão direta das ondas, o espraiamento e a ação sísmica afetam a estrutura de formas distintas e podem condicionar diferentes estados-limite. Uma avaliação completa do quebra-mar deve, por isso, considerar tanto a estabilidade global do conjunto quebra-mar–fundação como a estabilidade local e a resistência estrutural do muro de coroamento.


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